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RODRIGO PITTA

Rodrigo Pitta se reinventa como diretor, compositor, autor de peças e musicais, showrunner e publicitário. Agora leva ao teatro espetáculo sobre o uso da Inteligência Artificial e seu impacto na vida moderna

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CARREIRA

Sim, você já deparou com o nome Rodrigo Pitta ao longo das últimas três décadas. Os atributos são muitos: diretor, compositor, autor de peças e musicais, showrunner e publicitário premiado, só para citar alguns. Mas há uma inquietude nesse cidadão do mundo que desafia padrões e rótulos profissionais. O paulistano radicado no Rio se define como um globetrotter do showbusiness, trazendo na bagagem um vasto currículo de atividades em diferentes campos das artes e da cultura. Sempre com um olhar inovador e à frente do seu tempo.

Foi Pitta quem criou e dirigiu a primeira turnê internacional de Anitta, com apresentações no Rock in Rio Lisboa, no Royal Albert Hall, em Londres, no Madison Square Garden, em Nova York, e no Le Trianon, em Paris. Fez clipes, shows e criou estratégias pra estrelas como Luísa Sonza, Glória Groove, Preta Gil, Jão, Baiana System, Liniker, Linn da Quebrada, BK, Xamã, Luedji Luna, Léo Santana, Edi Rock e Carlinhos Brown entre outros.

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O musical estreou no Tom Brasil (hoje Tokio Marine Hall) em fevereiro de 2000 e foi visto por artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque e Ney Matogrosso. Pitta virou capa de jornais e revistas, além de figura fácil em programas de variedades na TV. Depois disso, vieram o musical-filme “Modernidade”, a comédia musical “Um Homem Chamado Lee” (primeiro musical sobre Rita Lee, estrelado por Preta Gil no Teatro Folha) e o documentário musical “Pátria Armada”, feito especialmente para o Festival de Curitiba.

O gosto por musicais, aliás, vem da infância. Filho de pai médico, Pitta estudou na Cultura Inglesa em São Paulo. Segundo ele, era o único lugar que comprava os direitos de musicais da William Morris, como “Grease”, “The Wiz” e outros, todos no idioma original.

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Também fez parte do time de grandes diretores do BBB, a convite de Boninho. Foi por dois anos diretor artístico e roteirista do Prêmio Sim à Igualdade Racial na TV Globo. Atualmente, é um dos mais influentes e criativos do setor audiovisual. “Eu me entendo como um artista no sentido plural da palavra, mas a essência de tudo é a palavra escrita. Ela me levou a lugares que faziam parte dos meus sonhos”, explica.

É justamente o seu talento com as palavras que o levou a escrever peças e musicais de sucesso. Precoce, iniciou a carreira aos 18 anos, em 1995, quando dirigiu o musical “Pocket Broadway” em São Paulo. Na época, Pitta comandou um elenco de 31 pessoas no palco do Palladium. O espetáculo ficou dois anos em cartaz, passando por diversas cidades brasileiras. Mas foi há 25 anos que ele deu início à febre dos musicais no Brasil, ao escrever e dirigir a ópera rock “Cazas de Cazuza”, vista por mais de 500 mil pessoas.

Apresentei o texto à Lucinha Araújo, que não só aprovou a ideia como ainda me entregou três letras inéditas do Cazuza. Eu sempre tive espírito de liderança e força de vontade. Sou avant-garde mesmo”, define.

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